domingo, 30 de setembro de 2007

PENSANDO JULIANA EM ARRAIAL DO CABO

A mergulhadora comenta seu encantamento
Com o grande Nero.

Desliza, flutua soltando borbulhas no mar.
Interagindo com algas e tartarugas.
Pequenos e brilhantes
Imensos e estranhos habitantes
Imersa na mais pura e completa paz submersa.
Num mundo complexo e completo de cores exóticas

Mar! Como admiro essa imensidão clamada por oceano

Admiro a distância por mera precaução!

Observo na linha do aparente infinito horizonte
Não vendo, mas sabendo da existência de um continente irmão.
Que vontade de estar do outro lado, abraçar, amar e viver novas culturas!
Meus olhos lacrimejam por lembrar da existência aqui como acolá
De guerras, fome e dor...

Contento-me por enquanto com a cerveja no bar da bela Prainha.

Não julgo, não nego, apenas observo...
Passos, pegadas marcadas na areia, desfeitas pelas suaves ondas.

De repente, a linda mergulhadora revela-se para o mundo.
A princesa que sempre foi
nas areias da praia dos Anjos!

Pura, simples, verdadeira guerreira!
Sobretudo, filha orgulhosa, mãe carinhosa.
Buscando simplesmente, ser feliz.

Creio que como vim para esse pequeno planeta azul:
Pacificando a vida na forma de semear...Na forma de colher!
Capaz de viver por viver e para viver!
Gritando bem alto para o mundo crer!
Expressando, as vezes em silencio, a essência do bem querer!
Trocando a fonte e o destino por mundos e mentes nunca dantes trafegados!
Mas, sobretudo, amar...
A vida
A paz
E o Ser.

Wellington França (Rio, 01/10/2007).

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