Essa criatura estranha invade meu quintal.
Sem cerimônia se apossa e se esparrama na minha
poltrona.
Tem dias que some depois do nada, volta.
Bisbilhota meus livros da estante, arranha plantas.
Reclama comida, dou leite e ovo cozido.
O leite da tina logo some.
Do ovo faz festa, finge que come, mas não come.
Já perguntei na vizinhança, mas por aqui dono não
tem.
Se tiver deve estar longe e se vir esta nota por
favor
Se toca e desentoca de minha vida essa sina que não
é minha.
Mil desculpas por postar aqui minha vã trivialidade.
Volto escrever tijolos profundos e propaganda em
massa
de minha nobre arte karatekista e
riscar poemasdefotofatoefantasias
