Venho aqui, Amigo e amiga
do bar, do salão
ou das Quebradas,
anunciar,
texto embriagado,
pretenso candidato
à poema de fato:
Poesia de Esquina
onde moro e vivo,
não precisa,
de canhão de luz ou palco.
Pode ser,
de letrinha rasteirinha
ainda assim de salto alto,
falando pouco de um quase tudo
fazer do mundo seu arauto.
Expandindo corpo em único ato.
Abrindo veias, expondo valas.
Escandindo líricos e épicos versos
de todas as Rocinhas.
Lavrando vaias às velhas crendices
de loucos estados em desalinho
multando o lixo no caminho.
Mistura academia e pergaminho
Com musica de lata na lata
do rico Rio vizinho
de colarinho.
E o Rio abusado?
Querendo ser
capital da poesia!
Precisa lembrar com respeito
que “no lado de cima
do estomago vazio”
Segundo Dom Salgado Maranhão,
jorra no peito do povo
verdades e fantasias
de todas as praças e etnias
com eiras, beiras.
Tristezas e alegrias.
A massa forte e resistente
de nossa sorte, vida e morte,
Nordestina.