terça-feira, 2 de maio de 2017

Bichano Alheio




Essa criatura estranha invade meu quintal.

Sem cerimônia se apossa e se esparrama na minha poltrona.

Tem dias que some depois do nada, volta.

Bisbilhota meus livros da estante, arranha plantas.
Reclama comida, dou leite e ovo cozido.
O leite da tina logo some.
Do ovo faz festa, finge que come, mas não come.

Já perguntei na vizinhança, mas por aqui dono não tem.
Se tiver deve estar longe e se vir esta nota por favor
Se toca e desentoca de minha vida essa sina que não é minha.

Mil desculpas por postar aqui minha vã trivialidade.
Volto escrever tijolos profundos e propaganda em massa
de minha nobre arte karatekista e

riscar poemasdefotofatoefantasias

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fernanda








Aquela loirinha, super atenta
por tudo que via e ouvia
Por quem um dia ousei
pensar ser mais um pai,
Cresceu
E pelo que noto
Nunca me esqueceu.


Lindos cabelos louros e leves
Olhos de forte expressão
Quase adultos.

Mocinha Pequenina, espírito gigante.
Queria que fossem mais lembranças
Aqui dentro do meu baú de mudanças.

Mudanças do vento
Das estações do ano
De nossa dança debutante
nos seus quinze anos.

Do saber quieto e cúmplice
De seu primeiro beijo.
Testemunhar travesseirinho molhado
Por lagrimas de paixões
de gente crescida
e amor sussurrado.

De distâncias de terra
Ligados mais por sentimentos
Que por estradas.

De sonhos...alguns pequeninos
Muitos guardados
Tantos realizados.
Junta tudo,  esperança.
Que de um longo e morno abraço
Vira vida renovada.


sábado, 7 de março de 2015

ODE AO NIVER DA DEUSDETE

Um maranhão
 de coisas vivas e mortas
 emaranhadas 
entre roupas lavadas 
à beira do riacho?
Acho, e só rio,
 assistindo gente feliz 
entre raízes,
que as vezes
o tempo para.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

GIGI DOLZANES



Moça de ideias e caminhos nômades
Fixa sua história na arte do corpo que dança
E da mente diamante que reflete riscos nos murais da vida

Sua escuta segue batida do coração, salta além das muralhas do mundo e do tempo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014


O que era sonho 
tornou-se Vida. 
E ainda sinto vertigem 
saltando dentro de mim 
de alegria e de afeto. 

Por sorte ou por destino, 
sinto que respiro 
e por ti me re inspiro.



CONHECI O JONGO PELA PROFESSORA JÉSSICA CASTRO
A ARTISTA JÉSSICA NA UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS
TRÊS SINGULARES ENTIDADES
AQUI SINGELAMENTE REVELADAS
À UM POETA DE MUITAS ESQUINAS.






quarta-feira, 19 de novembro de 2014



 O menino leu muito bem um poema do fanzine e depois li para ele um texto do Poeta Sérgio Vaz. Ele então disse que não gostou. Perguntei por que? Ele diz: "Não tem as letrinhas que combinam!" Demorei um pouco para entender mas descobri que poema para ele tem que ter verso que rima. Parece que nenhuma das explicações sobre teoria literária e acadêmica que pude dar na hora foi convincente ao baixinho!
28 de dezembro de 2013