terça-feira, 2 de maio de 2017

Bichano Alheio




Essa criatura estranha invade meu quintal.

Sem cerimônia se apossa e se esparrama na minha poltrona.

Tem dias que some depois do nada, volta.

Bisbilhota meus livros da estante, arranha plantas.
Reclama comida, dou leite e ovo cozido.
O leite da tina logo some.
Do ovo faz festa, finge que come, mas não come.

Já perguntei na vizinhança, mas por aqui dono não tem.
Se tiver deve estar longe e se vir esta nota por favor
Se toca e desentoca de minha vida essa sina que não é minha.

Mil desculpas por postar aqui minha vã trivialidade.
Volto escrever tijolos profundos e propaganda em massa
de minha nobre arte karatekista e

riscar poemasdefotofatoefantasias