Olhar semi-serrado
um passo adiante
punhos fechados
Intensidade de movimentos
se alternam
entre corpo e mente
Entre velocidade e força
Entre explosão e relachamento
Afirma-se a negação
do conflito de emoções
Pelo simples exercicio
do não existir
Extiguir-se-ão:
raiva e vaidades
arrogancia e medos
intolerancia e credos
Vida e morte se tocam
Se tornam um só elemento
encontram a unidade dos versos...
Compreender-se-á então o Universo?
A meta é cessar o conflito!
O fim se tornará o meio
E no topo e no todo...
Se fará a luz?
Madrugada de 10/06/2008
Wellington França
Depoimentos, contos e poemas engajados em causas sociais que navegam nas superfícies da mente humana propondo re-evoluções nos mundos. Wellington França
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
ESTAÇÕES DESPEDIDAÇADAS
O inverno de uma fria noite
torna a distancia maior
entre o despertar e o amanhecer.
Um alongado, esticado, desprendido
espreguiçar felino
encoraja um pouco o deixar de lado
camadas de cobertas e lençóis
Um frágil e tímido fio de raio solar
esgueira-se por entre sombrias nuvens
e os galhos e folhas da pata-de-vaca
plantada na praça frente à janela debruçada
sobre o pequeno e aconchegante quarto.
Mas há controvérsias!
O efeito estufa parece retalhar
as estações do ano!
Um dos personagens deste mosaico texto
corre por entre postes da cidade
Semblante suado, concentrado.
Olhos semicerrados
Passadas firmes e ritmadas
Segue lutando, superando limites
de resistência e dor.
A paz reflete a luz que vem da primavera.
Rio de Janeiro, 08/08/2008.
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