Passei numa manhã de domingo
por um caminho de pedra batida
Margeado por frondosas árvores
E densos arbustos.
Folhas secas crepitam
Sob o cauteloso pisar
De meus passos.
Pássaros em bando
Cantam com a chegada de novo
Do velho Sol.
Por entre raízes...Esquilos
Por sobre galhos...Micos.
Que brincam, que lutam
Que caçam, que correm
Que saltam!
Assustados, curiosos
Espreitam humanos.
Chegando ao mirante
Retiro a capa (casaco e calça de moleton)
E tênis preto
Expondo o branco kimono canvas.
Descalço, realizo meus gestos marciais
Num ritual de harmonia
(pela guerra e pela paz).
Na fronte visível intenso suar.
Sem pensar, sem falar.
No principio e fim de cada ato
Silencioso cumprimento
Em respeito aos habitantes do lugar
Tanto quanto aos ancestrais
Mestres do Oriente.
Numa manhã de domingo, Bosque da Freguesia, Rio, março de 2008.
Depoimentos, contos e poemas engajados em causas sociais que navegam nas superfícies da mente humana propondo re-evoluções nos mundos. Wellington França
segunda-feira, 10 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
CRIANÇAS SEM ESPERANÇA
Parte do encontro
Entre dois universos
Reflete o devenir
O que virá a ser
O que se tornará real
Palpável, concreto, único.
Assim será o filho ou a filha
Que virá
De um ventre recém-adolescente
E que de repente, mãe!
E por que sentenciar o mundo
Como cruel
Diante da precocidade
Sexual, matinal, maternal crescente!
Realidade completa, palpável, única!
De uma vida repleta de crianças
Sem esperanças
Rio de Janeiro, 06 de março de 2008.
wellington moraes frança
Entre dois universos
Reflete o devenir
O que virá a ser
O que se tornará real
Palpável, concreto, único.
Assim será o filho ou a filha
Que virá
De um ventre recém-adolescente
E que de repente, mãe!
E por que sentenciar o mundo
Como cruel
Diante da precocidade
Sexual, matinal, maternal crescente!
Realidade completa, palpável, única!
De uma vida repleta de crianças
Sem esperanças
Rio de Janeiro, 06 de março de 2008.
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