segunda-feira, 10 de março de 2008

UM SOLITÁRIO GUERREIRO & O BOSQUE DA FREGUESIA

Passei numa manhã de domingo
por um caminho de pedra batida
Margeado por frondosas árvores
E densos arbustos.

Folhas secas crepitam
Sob o cauteloso pisar
De meus passos.

Pássaros em bando
Cantam com a chegada de novo
Do velho Sol.

Por entre raízes...Esquilos
Por sobre galhos...Micos.
Que brincam, que lutam
Que caçam, que correm
Que saltam!

Assustados, curiosos
Espreitam humanos.

Chegando ao mirante
Retiro a capa (casaco e calça de moleton)
E tênis preto
Expondo o branco kimono canvas.

Descalço, realizo meus gestos marciais
Num ritual de harmonia
(pela guerra e pela paz).
Na fronte visível intenso suar.
Sem pensar, sem falar.

No principio e fim de cada ato
Silencioso cumprimento
Em respeito aos habitantes do lugar
Tanto quanto aos ancestrais
Mestres do Oriente.

Numa manhã de domingo, Bosque da Freguesia, Rio, março de 2008.

2 comentários:

Seido Chiba disse...

Parabéns pelo Blog e pela bela poesia!
Que os mestres sempre o iluminem e te fortaleçam!

Fraternalmente

Seido Chiba

Oss

Lorran Luiz disse...

Muito bom ver que a essência filosófica do karatê ainda existe em alguns praticantes dessa nobre arte marcial.

OSS!!!