Passei numa manhã de domingo
por um caminho de pedra batida
Margeado por frondosas árvores
E densos arbustos.
Folhas secas crepitam
Sob o cauteloso pisar
De meus passos.
Pássaros em bando
Cantam com a chegada de novo
Do velho Sol.
Por entre raízes...Esquilos
Por sobre galhos...Micos.
Que brincam, que lutam
Que caçam, que correm
Que saltam!
Assustados, curiosos
Espreitam humanos.
Chegando ao mirante
Retiro a capa (casaco e calça de moleton)
E tênis preto
Expondo o branco kimono canvas.
Descalço, realizo meus gestos marciais
Num ritual de harmonia
(pela guerra e pela paz).
Na fronte visível intenso suar.
Sem pensar, sem falar.
No principio e fim de cada ato
Silencioso cumprimento
Em respeito aos habitantes do lugar
Tanto quanto aos ancestrais
Mestres do Oriente.
Numa manhã de domingo, Bosque da Freguesia, Rio, março de 2008.
2 comentários:
Parabéns pelo Blog e pela bela poesia!
Que os mestres sempre o iluminem e te fortaleçam!
Fraternalmente
Seido Chiba
Oss
Muito bom ver que a essência filosófica do karatê ainda existe em alguns praticantes dessa nobre arte marcial.
OSS!!!
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