QUANDO UM RECADO ELABORADO
VIRA UM TEXTO
QUE “PENSA” SER POESIA:
Recuso-me viver dependente
ou a serviço de sistemas,
mercados, instituições, paradigmas,
clubes de futebol ou partidos políticos!
Quero estar livre para servir pessoas.
Quero estar com alguém que se sinta plena,
completa e perfeita só por estar comigo!
-compartilhando cerveja ou vinho.
Chope ou sorvete.
Na praia ou em casa com amigos.
Que aprecie teatro e orquestras sinfônicas.
Que curta ler ou escrever poesias...
Que goste de convidar amigos e amigas
para um novo projeto de vida!
Que possa...
- fazer amor quando der vontade...
- dançar sem exclusividade
-planejar viagens pelo mundo inteiro.
- e... Quem sabe, transcender a eternidade.
Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2008.
Depoimentos, contos e poemas engajados em causas sociais que navegam nas superfícies da mente humana propondo re-evoluções nos mundos. Wellington França
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
COMBATE E LUZ
Olhar semi-serrado
um passo adiante
punhos fechados
Intensidade de movimentos
se alternam
entre corpo e mente
Entre velocidade e força
Entre explosão e relachamento
Afirma-se a negação
do conflito de emoções
Pelo simples exercicio
do não existir
Extiguir-se-ão:
raiva e vaidades
arrogancia e medos
intolerancia e credos
Vida e morte se tocam
Se tornam um só elemento
encontram a unidade dos versos...
Compreender-se-á então o Universo?
A meta é cessar o conflito!
O fim se tornará o meio
E no topo e no todo...
Se fará a luz?
Madrugada de 10/06/2008
Wellington França
um passo adiante
punhos fechados
Intensidade de movimentos
se alternam
entre corpo e mente
Entre velocidade e força
Entre explosão e relachamento
Afirma-se a negação
do conflito de emoções
Pelo simples exercicio
do não existir
Extiguir-se-ão:
raiva e vaidades
arrogancia e medos
intolerancia e credos
Vida e morte se tocam
Se tornam um só elemento
encontram a unidade dos versos...
Compreender-se-á então o Universo?
A meta é cessar o conflito!
O fim se tornará o meio
E no topo e no todo...
Se fará a luz?
Madrugada de 10/06/2008
Wellington França
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
ESTAÇÕES DESPEDIDAÇADAS
O inverno de uma fria noite
torna a distancia maior
entre o despertar e o amanhecer.
Um alongado, esticado, desprendido
espreguiçar felino
encoraja um pouco o deixar de lado
camadas de cobertas e lençóis
Um frágil e tímido fio de raio solar
esgueira-se por entre sombrias nuvens
e os galhos e folhas da pata-de-vaca
plantada na praça frente à janela debruçada
sobre o pequeno e aconchegante quarto.
Mas há controvérsias!
O efeito estufa parece retalhar
as estações do ano!
Um dos personagens deste mosaico texto
corre por entre postes da cidade
Semblante suado, concentrado.
Olhos semicerrados
Passadas firmes e ritmadas
Segue lutando, superando limites
de resistência e dor.
A paz reflete a luz que vem da primavera.
Rio de Janeiro, 08/08/2008.
sábado, 3 de maio de 2008
A FOTO
A paisagem de fundo é um encanto.
Árvores em forma de cones
Apontam para azul platino céu.
Em primeiro plano, uma jovem, minha musa,
boca entreaberta...Boqueaberta!
Percebi “qualquer-coisa-não-sei-lá-o-que-não-ouso-dizer”!
Lembrou-me uma música antigona do Caetano...
E o que quer que fosse...Parecia muito bom!
E o poeta aprendiz então comenta:
- “Parece que tem um lago entre você e as grandes árvores...”.
Responde a amiga Dri Leal:
- “Estava na frente de um lago e do outro lado da rua existe outro”
A luz solar vinda de um canto competindo com o brilho do jovem rosto...
Os lábios...Pareciam marcados por um certo tipo doce de batom.
Mas o frio e o sono impedem o compartilhar de nossos mistérios.
Despediu-se ansiosa e gentil
para confabular seus sonhos com seu próprio sono.
Recolhendo-se ao calor de um quarto acolhedor.
Escondeu-se, aninhou-se num divertido kit:
Colchão, coberta, travesseiro e aconchegante andredon.
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2008.
Árvores em forma de cones
Apontam para azul platino céu.
Em primeiro plano, uma jovem, minha musa,
boca entreaberta...Boqueaberta!
Percebi “qualquer-coisa-não-sei-lá-o-que-não-ouso-dizer”!
Lembrou-me uma música antigona do Caetano...
E o que quer que fosse...Parecia muito bom!
E o poeta aprendiz então comenta:
- “Parece que tem um lago entre você e as grandes árvores...”.
Responde a amiga Dri Leal:
- “Estava na frente de um lago e do outro lado da rua existe outro”
A luz solar vinda de um canto competindo com o brilho do jovem rosto...
Os lábios...Pareciam marcados por um certo tipo doce de batom.
Mas o frio e o sono impedem o compartilhar de nossos mistérios.
Despediu-se ansiosa e gentil
para confabular seus sonhos com seu próprio sono.
Recolhendo-se ao calor de um quarto acolhedor.
Escondeu-se, aninhou-se num divertido kit:
Colchão, coberta, travesseiro e aconchegante andredon.
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2008.
wellington frança
segunda-feira, 28 de abril de 2008
LUCIMAR
Libriana! Encontro dos mistérios do mar com o universo.
Universo no teu nome lembrado pela intensidade da luz vinda do espaço.
Capacidade marcante de mostrar de corpo e alma seu jeito de ser mulher.
Introspectiva: nos erros, nos acertos, nas descobertas...E na dor.
Maternidade lhe faz recordar o amamentar. A sublimação do Amor.
Avessa a tiranias e crueldades. Toca corações com os olhos da alma...
Razão de ser...Momento de olhar com brandura a viagem entre a infância...
... E o crepúsculo da vida e assim...Sentir a luz.
14 de abril de 2008.
Universo no teu nome lembrado pela intensidade da luz vinda do espaço.
Capacidade marcante de mostrar de corpo e alma seu jeito de ser mulher.
Introspectiva: nos erros, nos acertos, nas descobertas...E na dor.
Maternidade lhe faz recordar o amamentar. A sublimação do Amor.
Avessa a tiranias e crueldades. Toca corações com os olhos da alma...
Razão de ser...Momento de olhar com brandura a viagem entre a infância...
... E o crepúsculo da vida e assim...Sentir a luz.
14 de abril de 2008.
segunda-feira, 10 de março de 2008
UM SOLITÁRIO GUERREIRO & O BOSQUE DA FREGUESIA
Passei numa manhã de domingo
por um caminho de pedra batida
Margeado por frondosas árvores
E densos arbustos.
Folhas secas crepitam
Sob o cauteloso pisar
De meus passos.
Pássaros em bando
Cantam com a chegada de novo
Do velho Sol.
Por entre raízes...Esquilos
Por sobre galhos...Micos.
Que brincam, que lutam
Que caçam, que correm
Que saltam!
Assustados, curiosos
Espreitam humanos.
Chegando ao mirante
Retiro a capa (casaco e calça de moleton)
E tênis preto
Expondo o branco kimono canvas.
Descalço, realizo meus gestos marciais
Num ritual de harmonia
(pela guerra e pela paz).
Na fronte visível intenso suar.
Sem pensar, sem falar.
No principio e fim de cada ato
Silencioso cumprimento
Em respeito aos habitantes do lugar
Tanto quanto aos ancestrais
Mestres do Oriente.
Numa manhã de domingo, Bosque da Freguesia, Rio, março de 2008.
por um caminho de pedra batida
Margeado por frondosas árvores
E densos arbustos.
Folhas secas crepitam
Sob o cauteloso pisar
De meus passos.
Pássaros em bando
Cantam com a chegada de novo
Do velho Sol.
Por entre raízes...Esquilos
Por sobre galhos...Micos.
Que brincam, que lutam
Que caçam, que correm
Que saltam!
Assustados, curiosos
Espreitam humanos.
Chegando ao mirante
Retiro a capa (casaco e calça de moleton)
E tênis preto
Expondo o branco kimono canvas.
Descalço, realizo meus gestos marciais
Num ritual de harmonia
(pela guerra e pela paz).
Na fronte visível intenso suar.
Sem pensar, sem falar.
No principio e fim de cada ato
Silencioso cumprimento
Em respeito aos habitantes do lugar
Tanto quanto aos ancestrais
Mestres do Oriente.
Numa manhã de domingo, Bosque da Freguesia, Rio, março de 2008.
domingo, 9 de março de 2008
CRIANÇAS SEM ESPERANÇA
Parte do encontro
Entre dois universos
Reflete o devenir
O que virá a ser
O que se tornará real
Palpável, concreto, único.
Assim será o filho ou a filha
Que virá
De um ventre recém-adolescente
E que de repente, mãe!
E por que sentenciar o mundo
Como cruel
Diante da precocidade
Sexual, matinal, maternal crescente!
Realidade completa, palpável, única!
De uma vida repleta de crianças
Sem esperanças
Rio de Janeiro, 06 de março de 2008.
wellington moraes frança
Entre dois universos
Reflete o devenir
O que virá a ser
O que se tornará real
Palpável, concreto, único.
Assim será o filho ou a filha
Que virá
De um ventre recém-adolescente
E que de repente, mãe!
E por que sentenciar o mundo
Como cruel
Diante da precocidade
Sexual, matinal, maternal crescente!
Realidade completa, palpável, única!
De uma vida repleta de crianças
Sem esperanças
Rio de Janeiro, 06 de março de 2008.
wellington moraes frança
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
DEMOCRACIAS DE BOTEQUIM
Grades nas laterais
Entrada principal
Debruçada sobre a feira
Portal disponível à todos os ricos e pobres
Cerveja sobre a mesa
Bandeira estampada da marca predileta
Sob o teto de zinco, ganchos
Que suspendem gaiolas
Gaiolas que aprisionam pequenos seres emplumados
Tristes, sorumbáticos, macambúzios, meditabundos...
Vez por outra cantam solidão.
A vitrola automática, movida por moedas
Toca músicas antigas e conteporâneas
Aprisionam sentimentos
Resgatam sonhos
Promovem encontros
Estimulam a dança
Uma Comigo-ninguém-pode
E uma Espada de São Jorge
Compartilham a seca terra
De um grande vaso
Recostado sobre o muro com grades
E o poeta escreve parte de sua paixão.
Janeiro de 2008.
Entrada principal
Debruçada sobre a feira
Portal disponível à todos os ricos e pobres
Cerveja sobre a mesa
Bandeira estampada da marca predileta
Sob o teto de zinco, ganchos
Que suspendem gaiolas
Gaiolas que aprisionam pequenos seres emplumados
Tristes, sorumbáticos, macambúzios, meditabundos...
Vez por outra cantam solidão.
A vitrola automática, movida por moedas
Toca músicas antigas e conteporâneas
Aprisionam sentimentos
Resgatam sonhos
Promovem encontros
Estimulam a dança
Uma Comigo-ninguém-pode
E uma Espada de São Jorge
Compartilham a seca terra
De um grande vaso
Recostado sobre o muro com grades
E o poeta escreve parte de sua paixão.
Janeiro de 2008.
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