quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ANA MARIA BRAGA

Atenta a cada detalhe do festival, seu matinal programa.
No ar parece um mundo completo de poesia e vida
Acreditava eu ser um mero encontro de comadres

Mantendo tradições com troca de receitas.
Acordei embevecido com tanta letargia
Radiante, carinhosa, mãezona e sempre zen
Incrível sua alegria quase criança
Amada por tudo, todos e todas as pessoas do Universo!

Briga se preciso for por justiça e dignidade
Recepciona com cuidado cada suspiro
Acolhe com carinho cada pequenino ninho
Grandiosa, iluminada...Parece até fada madrinha!
Agora, da mágica varinha nem precisa:

transforma lágrimas de tristeza em gargalhadas de alegria
nunca dispensando pensamentos que mudam vidas
por sentimentos que fazem todas as diferenças.
E sempre acompanhada pelo enigmático Louro José
Seu fiel escudeiro!


EVOLUÇÃO

Mãos postasOlhares para o altoResignados, utópicos.
Prestação de sentidos
Sentir, sentir, sentir...
Indagação, reclamaçãoPunhos serrados,
Ódio, desespero.Protestos...
Contradições aguçadas,Conflitos existenciais.
Ferir, ferir, ferir...
Acordes de violões Esvaecer do Eu
Bloqueios superados
Num vir-a-ser constante
Devenir, devenir,devenir.

Domingo de 30 de outubro de 1977 – 02:14Praça da Cidade de Deus – JacarepaguáRio de Janeiro