coberta de proza
E muita bossa.
Saiu
dos quintais
bem
comportados.Invadiu quarteis
Transcendentais.
Driblou generais.
Detonou coberturas.
Olhou
pela esquina...
Traficou
na boca
e
no pé do ouvidodo bandoleiro vivido.
Arregaçou
a rua.
Escorregou
nas praças.Dominou no peito
(o tempo e o mundo).
Ajeitou no pé samba raiz.
Vibrou o povo de pouca paz.
Rasgou o manto sagrado
de quem não faz.
Mostrou veias abertas
de todas as américas.
Por
descuido,
Deus
desconfiadoolhou de soslaio
o plano que sempre quis
aqui e acolá.
Acatou a herança do poeta do sol.
Acolheu o poder
da nação Guarany.
O
doutor disse:
poesia
sem rimanão é poesia é proza
Retruquei:
poema
de rima escondidinhagostoso e cheio de historia.
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