quarta-feira, 20 de junho de 2012


Damas e cavalheiros tavernistas!
Visitantes de outros territórios aqui presentes!
Linda gente são-gonçalense!

Peço humildemente licença
Para apresentar
Este louco beleza que vos fala.

Sou poeta

Passado, presente e futuro.
E do lugar e da época de onde venho,

não cabe...

Hiato, barreira, fronteira, trincheira,
entre ator e teatro.
Entre atriz e plateia.
Entre poema, politica e trabalho.

Sou parte difusa
de uma comunidade cósmica.

Somos artistas dos pés descalços
marcados...
No chão da terra do campo.
No barro do morro.
No asfalto urbano.

Escalamos o mais alto cume
de todas as montanhas que se movem
para desfraldar bandeiras de todas as cores,
pela guerra ou pela paz,
cobrando justiça e decência.

Saltamos em direção
a todos os povos das planícies;
tecendo o sagrando manto da solidariedade.

Flutuamos, viajamos;
ao som do vento.

Nos armamos;
na expressão da palavra.

Organizamos;
o movimento arte do corpo humano
E lutamos!

Não para causar
Tormento ou dor
Mas em prol da vida
E em razão do amor.

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