( Das duas páginas de um só poema segue o verso) Parte III
Bolo de milho com café na varanda das tardes de domingo
Vestir trocadas usadas e grandes camisetas
Num sofá ou no chão com almofadas
Bem pertinho um do outro
Olhar e escutar o crepitar do fogo da lareira,
Ora recordando brincadeiras de criança
Ora lendo em voz não muita alta
Mágicos e coloridos contos de fada
Colocar na caminha nosso pequeno tesouro adormecido
Voltar rapidinho para a lareira...
Degustar juntos, suave e doce vinho tinto
Construir um jardim bem florido!
Olhar nos olhos todos os dias e dizer de todas as formas
De um modo semelhante e emocionante
Completo, único para a única amante:
“Nossa! Caramba! Como te amo!”
Fazer cafuné até dormir...
Ajeitar o andredon sobre seus ombros todas as manhãs
Com cuidado para não despertar
Mas se despertar necessário for...
Permitirei que se toque uma linda e suave música
Baixinho.Quase sussurrando.
E ...Com muito carinho, vai espreguiçando
E me olhando perguntar por que estou chorando.
Serão lágrimas de felicidade e admiração
Pelo privilégio de ver tão de perto
As curvas simples de seu pequeno corpo semi nu!
E para repor as energias de tanto fazer amor,
Servir todas os dias, seu predileto desjejum!
Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2007.
wellington moraes França
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